nkostecki

Reflexao da Semana n.346 – Lucas 2:6-7

In Não categorizado on 17/05/2011 at 19:50

Folks,
Lucas 2:6-7 – “Estando ali (cidade de Belém), completaram-se-lhe os dias, e ela deu a luza seu filho primogênito, enfaixou-o e o deixou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. ”
 
Vocês sabiam que Jesus não nasceu em dezembro? Alguns estudiosos dizem que por terem pastores no campo com seus rebanhos, não poderia ter sido no inverno (mês de dezembro para o hemisfério norte). Dizem que pode ter sido ou março-abril ou setembro. A maior tendência é entre março-abril. Mas porque dezembro? Um dos imperadores romanos cristãos, para fazer frente a uma festa pagã que ocorria exatamente dia 24 de dezembro, trouxe a comemoração do nascimento de Jesus para o mesmo dia. Mais uma curiosidade, Jesus não nasceu no ano 0 (zero), os estudiosos dizem que foi entre 4 a 7 antes de Cristo (maiores tendências foi para o ano 4 aC). Mas estas são apenas curiosidades, pois o mais importante é o fato do nascimento de Cristo, isso sim é o que conta e disso, não existe dúvida.
 
De qualquer forma, o mundo comemora o nascimento de Jesus em 25 de dezembro. O que deveria ser a maior comemoração entre os cristãos, fica em segundo plano dentro do calendário. Existe mais festa na virada do calendário com fogos de artifício, bebidas e cantorias do que o próprio nascimento do Salvador do mundo. Outros ainda, nem se importam com o que há por trás da data, querem mesmo o feriado que a data proporciona. Lamentável!
 
Este ano, mais uma vez fizemos um Natal “diferente”, sem medo de errar, um Natal de verdade. Não fizemos na praça junto com os moradores de rua. Desta vez fomos até a Cracolândia. Uma perua kombi cheia de comidas, frutas e refrigerantes, dois carros e 15 pessoas. Chegando no local, ali percebi que não existia calendário. Era mais um dia para aqueles que se encontravam na rua, com droga na cabeça, as vezes na mão, na boca, usando do nosso lado, sem pudor. Cheiro típico de quem vive na rua, a fila começou a se acumular atrás da kombi. Alguns de nós organizando a fila, outros distribuindo a comida e bebida, outros orando. Como sempre, tudo que levamos ficou com eles, na barriga deles.
 
Não temos a intenção de mudar o mundo (para aqueles que dizem sim, talvez isso possa acontecer), temos sim, o compromisso de pelo menos aliviar a dor do nosso próximo e, na Cracolândia, com certeza, qualquer um dos que vivem por lá, quando vê para nossa kombi, saberão quem somos e o que estamos fazendo, ou seja, sempre oferecendo ajuda para quem quer sair da rua. Quase nunca temos sucesso, parece loucura, mas eles preferem ficar na rua e ter a liberdade falsa em que vivem sendo escravos da rua e da droga, mas não desistimos. Eles sabem quem representamos que não podia ser mais ninguém que o aniversariante do dia 25 de dezembro, Jesus Cristo. Amém.

Nelson Jr.

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